Meus pais sempre tiveram métodos muito peculiares de educar – eles fizeram um cursinho intensivo com o analista de Bagé e a partir daí, desenvolveram a própria metologia, patenteada, que pode ser aplicada tanto em crianças quanto gatos ou cachorros!

Eu não sei que idade eu tinha na ocasião, mas calculo que fosse uns 04 anos. Eu era LOUCA por comidas em conserva de vidrinho, especialmente champignon e cereja. Diz a Motsia que eu fazia um escândalo cada vez que eu via o vidro de champignon.

Um dia, cansados daquela pirraça toda, que seu bem os conheço, deve ter sido uma vez só, eles aplicaram um método muito ortodoxo (mais ortodoxo que pijama listrado), de eficácia comprovada mundo afora.

Eles me sentarem em frente a uns 03 vidros de cogumelo. E disseram: “Agora come! E tudo. E sem reclamar.”

Reza a lenda que o primeiro vidro eu era só alegria, o segundo fui comendo já sem tanta empolgação e o terceiro não quiz mais. Mas como era parte do processo, eu tive que comer o terceiro vidro até o fim, até sair champignon pelas orelhas. Preciso dizer que foi goela abaixo?

(Já já vem minha mãe aqui comentar que por isso que eu era uma criança educada).

O fato é que apesar do porre, eu continuo louca por cogumelos. Não tanto o champignon de vidrinho, mas in natura. Qualquer um, cogumelo paris, shitake, shimeiji…

E o meu método preferido é assim:

Limpar os cogumelos, fatiar e passar na frigideira com um fio de azeite de oliva, sal, pimenta do reino moída na hora e tomilho. É bem rapidinho, pra não ficar emborrachado ou torrado demais.

Para servir com salada de alface roxa, frisé e radicchio.

cogumelos e salada

Quanto às verduras, a Motsia tinha alucinações auditivas e dizia: “Eu ouvi a Fernanda pedindo alface! Eu ouvi a Bruna pedindo mais feijão!” Engraçado que as alucinações desapareceram misteriosamente! ;-)

  • Ccogumelo não se lava; Limpe bem com uma escovinha, pano de prato ou guardanapo