Biritas


Sábado, churrasco por começar e eu troco uma idéia com o Leandro, do Cozinha Pequena pelo twitter, sobre a sobremesa. Ele sugere uma super fina e romântica mousse de chocolate branco, que eu consegui assassinar e transformar em  outra coisa. Também consultei a receita de mousse de chocolate branco com hortelã da Nigella, e surgiu uma coisa mezzo híbrida, mezzo improvisada, mezzo para salvar o prato.

A nata não tomou ponto de mousse, resolvi trocar o whisky por cachaça, adicionar limão… e bem… no final das contas… adicionar gelatina sem sabor!!

O resultado? Bem, ficou uma tortinha firme (claro), que poderia ter ficado mais aerada e com mais limão. Mas sobrou tão pouco que ou estava boa, ou a larica do povo era grande!!

A quem interessar possa:

  • Aprox. 300 g de chocolate branco picado
  • 500 ml de nata – creme de leite fresco
  • Um gole de schnapps ;-)
  • Suco de 1 limão
  • 02 pacotes de gelatina sem sabor, derretida conforme as intruções do pacotinho (acho que um só resolvia, mas…)

Derreta o chocolate em banho maria, acrescente a nata (1oo ml), a cachaça e o limão.

Se tudo der certo, a sua nata (os outros 400 ml) chegará ao ponto de chantilly na batedeira e não será necessário fazer a gambiarra da gelatina, e misturando o ganache com o creme de leite batido, terá a sua linda mousse pronta, mas como a uruca da cozinha vazia ainda não deixou essa casa…

Derreta a dita da gelatina, misture ao ganache e com o fouet, acrescente o creme de leite. Para tentar dar um certo charme ao doce falido, untei uma forma de fundo falso com manteiga e despejei a mousse.

Até que desenformou direitinho!

E está oficialmente reaberta a cozinha! ;-)

* Já falei que não sou amiga da gelatina sem sabor?

* Já falei que eu sou maníaca por formas de abrir e de fundo falso? ;-)

Não, eu não morri… mas quase! Fim de ano, TCC me tomando até 2, 3 da manhã, viagem chegando (logo conto mais detalhes)… enfim!

Nesse meio tempo, rolou de miojo a coxinha de padaria e até churrascaria!

Retornando aos trabalhos, ainda que tímidamente, bem que ando precisada apresento-lhes a receita que não é minha, mas é da minha amiga Aninha, foférrima (minha afilhada, né), biriteira, e me apresentou em uma noite super animada, essa caipirinha de  morango, cachaça, água com gás (um tiquinho) e canela em rama! A canela faz toooda a diferença! Bebi várias.

Então, fica a dica!

agua de flor de laranjeira

Aromatizar água fresquinha com algumas gotinhas de água de flor de laranjeira. Se for água com gás então, é muito luxuoso!

A água de flor de laranjeira é muito usada na culinária árabe para fazer doces. Na casa da Luiza, foi parar na água. Oh que povo esperto?

Dizem que a água de flor de laranjeira tem várias propriedades: anti-séptica, digestiva, sedativa, antidepressiva, bactericida, fungicida, emoliente, carminativa, afrodisíaco e desodorante, combate insônia, estresse, problemas sexuais, cólicas, má circulação e dores de cabeça. Além disso, ajuda a tratar manchas de cravo e espinhas na pele.

Agora eu bebo mais água!

Cheers!

A semana já começa etílica aqui no Pimenta! A Sandra pediu, nós atendemos! ;-)

vinho tinto

Eu não sou somelier, nem grande entendida. Como Curitiba é uma cidade bem fria, nós consumimos vinhos, fomos conhecendo algumas marcas e variedades e definindo nosso gosto.

Existe uma ‘regra’ básica sobre harmonizar vinhos e comida: de modo geral, sabores mais fortes como carnes vermelhas e queijos como o gorgonzola combinam com tintos ou brancos mais marcantes, enquanto vinhos brancos que são geralmente mais suaves, combinam com peixes, carnes brancas, saladas e massas mais leves.

Pessoalmente, eu gosto de beber tintos no inverno e brancos no verão. Até porque no verão optamos por comidinhas mais leves, e no inverno, de ‘mais sutância’.

Ah, o vinho branco deve-se beber bem geladinho, enquanto o tinto bebe-se em temperatura ambiente ou mais fresquinho, não gelado.

VINHOS BRANCOS

Riesling: cor clara e perfumado, sabor seco mas agradável. Variedade mais comum nos brancos brasileiros. Combina com frios, peixes defumados e grelhados, carnes brancas em geral.

Sauvignon Blanc: cor leve, aroma mais intenso, lembrando frutas e ervas, sabor refrescante. Harmoniza com peixes grelhados, frutos do mar, massas leves, carnes brancas.

Chardonnay: vai do amarelo pálido ao amarelo vivo. Aroma frutado quando jovem e de amêndoas quando envelhecido. Sabor intenso. Experimente com moluscos, queijos de massa leve.

Gewüztraminer: cor clara, aroma e sabor bem típicos: perfumado, elegante, recordando especiarias.  Experimente para acompanhar uma salada, massas, carnes brancas e queijos.

Ugni Blanc: Cor clara, não tão perfumado, um pouco amargo. Vai bem com frios, porco.

Vinho verde branco: é um vinho típico portugês, que só pode ter esta denominação se produzido  entre as regiões do Douro e Minho. Leve, aromático, muito saboroso. Combina muitíssimo bem com peixes e frutos do mar.

Dentre os vinhos brancos, meus preferidos são o gewüztraminer e o vinho verde. O gewüztraminer tem várias marcas boas no mercado nacional, e dos verdes, o Casal Garcia, Calamares e Gatão são ótimos e não doem no bolso.

como eu iria resistir??

como eu iria resistir??

VINHOS TINTOS

Cabernet Franc: cor viva, brilhante, aromas de framboesas e ervas. Variedade mais citada nos rótulos nacionais. Vai bem com queijos meia cura (minas, camembert, gouda, emmental), massas leves com molho de tomates e carnes de gado em molho mais leve.

Cabernet Sauvignon: cor densa, sabores intensos, lembrando frutas e flores. Sabor intenso quando jovem, mas com bastante acidez e tanino. Envelhecido, torna-se fino e agradável. Bom para guadar. Harmoniza com carnes bovina e caprina, aves, queijos de massa dura como parmesão, de cabra e minas curado.

Merlot: cor escura, encorpado, com aroma rústico, lembrando especiarias. Os chilenos são ótimo. Sabor ao mesmo tempo seco e intenso. Envelhecem bem.  Experimente com massas, carnes escuras, queijos picantes como o gorgonzola e roquefort e cozidos em geral.

Carmenére: unha original da França, é bem adaptada ao Chile. Lembra bastante o merlot, mas é mais lilás.

Malbec: é a expressão argentina dos vinhos, largamente cultivado na região de Mendonza. Sabor agradável, cor púrpura, corpo médio. Combina com carnes vermelhas, embutidos, queijos mais marcantes.

Pinot Noir: cor viva, aroma pronunciado e variado. Sabor bem agradável. Uva usada para grandes vinhos tintos, alguns rosés, e também para o champagne (somente o sumo).  Vai bem com carnes fortes, rosbifes, galetos, queijos de massa fesca e frios em geral – tanto o tinto quanto o rosé.

Eu procuro comprar malbecs argentinos, merlots e carmeneres chilenos, já que sei que essas uvas crescem bem por lá. Existem várias opções interessantes no mercado a preços justos, como as linhas da Concha y Toro.

O Brasil tem vinícolas ótimas, quem tem produzidos bons vinhos, como a Aurora, a Casa Valduga, para citar as mais tradicionais. O Vale do São Francisco tem se firmado como boa produtora de uvas vinícolas, bem como o extremo sul do Rio Grande do Sul.

Mas a regra que eu mais confio é experimentar, e se gostou, é bom. Não gostou, parte para a próxima. Afinal, se nem todo mundo gosta sequer das mesmas frutas, por que com vinhos seria diferente?

Fonte: Caderno de Receitas, Tilibra.

Para saber mais: Enciclopédia do Vinho , Site do Vinho Brasileiro, Vinho Verde